
Esqueça a tentativa de retorno de Michael Imperioli aos seriados de TV como o detetive Ray Carling, da péssima versão americana de "Life on Mars". Imperioli, que se tornou conhecido graças ao Christopher Moltisanti de "Família Soprano", acaba de ganhar um personagem à altura de seu talento. Em "Detroit 1-8-7", série policial criada por Jason Richman ("Perigo em Bangkok") que estreou no dia 21 de setembro, nos EUA, via ABC, ele faz o protagonista, o detetive Louis Fitch.
Bem mais velho do que aparentava quando fazia o sobrinho favorito de Tony Soprano, Imperioli interpreta, agora, um sujeito durão, com cara de poucos amigos e sem paciência. Principalmente para seu novo parceiro, o detetive Damon Washington (Jon Michael Hill), em seu primeiro dia de treinamento. Pronto para ser pai a qualquer instante, o novato perturba demais Fitch ao atender, no celular, e nos momentos mais impróprios, inúmeros telefonemas da esposa.
Ainda sem previsão de estreia no Brasil, a série tem como locação a cidade de Detroit, conhecida pelas montadoras de automóveis e também pelo alto índice de violência. Tanto que os números do título significam homicídio. E, mesmo que a câmera nervosa e o clima barra pesada, dentro e fora da delegacia, lembrem "Nova York contra o crime", "Detroit 1-8-7" começa bem. E Imperioli está ótimo.